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O Rio Grande do Norte concentra inúmeras belezas naturais, prédios históricos e manifestações culturais que ajudam a contar a história do estado, tanto para quem aqui vive quanto para quem vem conhecer a terra potiguar.
Muitas dessas expressões receberam o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, entre elas, o nosso tão querido passeio de buggy.
Essa iniciativa tem como objetivo fortalecer a cultura local, preservar tradições e memórias coletivas e, ao mesmo tempo, impulsionar o turismo de forma sustentável e responsável.
Se você já ouviu falar sobre alguns desses patrimônios ou ainda não conhece bem o significado desse conceito, continue a leitura e entenda melhor sua importância.
De forma simples, o Patrimônio Cultural Imaterial reúne manifestações culturais que não podem ser tocadas, mas que fazem parte da identidade de um povo.
Entram nessa categoria danças, festas populares, saberes tradicionais, culinária típica, atividades turísticas e outras expressões artísticas e culturais transmitidas de geração em geração.
O principal objetivo desse reconhecimento é preservar as tradições locais, manter viva a memória social e valorizar práticas que ajudam a contar a história de uma comunidade.
Esses elementos são fundamentais para compreender a diversidade cultural do Brasil e fortalecer o sentimento de pertencimento da população.
Cada estado e cada cidade possui seu próprio conjunto de manifestações culturais imateriais, que também funcionam como um importante atrativo turístico.
Para muitos visitantes, vivenciar essas experiências autênticas é um dos grandes diferenciais de uma viagem.
Em Natal e em outras regiões do Brasil, chama atenção a riqueza e diversidade desses patrimônios, o que contribui diretamente para o crescimento do turismo local, inclusive com o aumento do número de visitantes brasileiros e estrangeiros ao longo dos anos.

O passeio de buggy pelas dunas do litoral sul e norte do Rio Grande do Norte é um dos maiores símbolos do turismo potiguar e um excelente exemplo de Patrimônio Cultural Imaterial.
A atividade, que teve início nos anos 1980, foi oficialmente reconhecida e tombada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte em fevereiro de 2017, por meio da Lei nº 10.168, aprovada pela Assembleia Legislativa do RN.
Mais do que um simples passeio turístico, o buggy pelas dunas representa um estilo de vida transmitido entre gerações de bugueiros, além de carregar histórias, tradições e uma forte ligação com a paisagem natural do estado.
Hoje, o passeio é um dos principais atrativos turísticos do RN e movimenta toda uma cadeia econômica: bugueiros, guias de turismo, agências, restaurantes, ambulantes, artesãos e meios de hospedagem.
Seu reconhecimento como patrimônio reforça a importância da atividade não apenas para o turismo, mas também para a cultura, a economia local e a identidade potiguar.
Confira abaixo a lista completa com as principais manifestações culturais que receberam o selo de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte.
É difícil encontrar um potiguar que não saiba cantar ao menos uma música da Banda Grafith.
Na ativa há quase 40 anos, o quarteto formado pelos irmãos Kaká, Joãzinho, Carlinhos e Júnior iniciou a carreira animando bailes e, rapidamente, tornou-se um verdadeiro fenômeno cultural do Rio Grande do Norte.
A Banda Grafith é conhecida por suas canções populares que transitam entre o forró, piseiro, axé e suingueira, além de regravações de grandes sucessos da música nacional e internacional, sempre marcadas por muita animação e um swing único que conquistou gerações.
Fundada em 1979, a Banda Feras é conhecida como “a melhor banda de baile do Brasil” e segue na ativa com uma carreira longeva, marcada por diferentes formações e grandes momentos.
Com repertório que passa por axé, forró, jovem guarda e samba, o grupo se apresenta em todo o país, mantém forte presença na região do Seridó e já dividiu o palco com nomes como Ney Matogrosso e Caetano Veloso.
Criada em 2002, na cidade de Bom Jesus (RN), pelos irmãos Cláudio, Cláudia e Clauberto Meirão, a Banda Forró Meirão se destaca pelo repertório autoral e pelo autêntico forró nordestino, conquistando o público por onde passa.
Um dos blocos mais tradicionais do Carnaval de Natal, o Bloco Os Cão desfila sempre na terça-feira de Carnaval, na praia da Redinha.
Com mais de 60 anos de história, o bloco recebeu esse nome justamente por causa de sua fantasia inusitada.
Os participantes se “melam” da cabeça aos pés com lama do manguezal localizado às margens do Rio Potengi, transformando a brincadeira em uma das manifestações mais autênticas e simbólicas do Carnaval potiguar.
Composta pelo artista potiguar Pedrinho Mendes, a canção é considerada o hino extraoficial do Rio Grande do Norte. Sua letra retrata, de forma poética, as belezas naturais do estado.
Uma das feiras mais antigas da capital, a Feira do Alecrim acontece aos sábados na Avenida 1.
Quem estiver circulando pela região vai encontrar de tudo, desde frutas, verduras e pescados, até ervas dos mais diversos tipos e itens de artesanato. Em 2026, a feira do Alecrim completa 106 anos de história e tradição.
A carne de sol é uma tradição nordestina e sempre presente no prato dos potiguares.
Famosa nas praias do litoral natalense, a ginga com tapioca é parada obrigatória para quem visita o Rio Grande do Norte. A ginga, um pequeno peixe frito no azeite de dendê e empanado na farinha de mandioca, é servida dentro da tapioca levemente umedecida com leite de coco.
O resultado é uma combinação única de sabores, que traduz a essência da culinária potiguar e merece ser apreciada sem pressa.
Aparentemente um pastel comum, mas que na verdade esconde um segredo que deixa tudo mais saboroso.
Criado na década de 1990, o famoso pastel de Tangará virou símbolo do município hômonimo. Com massa consistente e grossa, que lembra a de um empadão, o recheio é sempre farto e pode ser encontrado em diversos sabores.
O grude é uma iguaria tradicional do Rio Grande do Norte, feita com goma de tapioca e coco ralado, geralmente preparada em forno ou fogão à lenha.
De origem indígena, a receita reconhecida como patrimônio cultural imaterial tem forte ligação com o município de Extremoz, onde a produção e a venda do grude representam importante fonte de renda para muitas famílias e reforçam a identidade cultural local.
O queijo de coalho é tmbém u
O título de Patrimônio Cultural Imaterial do RN vai muito além de um reconhecimento formal: representa a importância de cuidar da nossa história e a preservar do povo potiguar.
O passeio de buggy, como vimos, é um exemplo claro dessa valorização.
Mais do que uma atividade turística, tornou-se símbolo da identidade do estado e um importante motor para fortalecer o turismo, conectar visitantes à nossa cultura e manter vivas tradições que atravessam gerações.
Portanto, preservar o patrimônio é compreender o passado para viver o presente com consciência. É reconhecer aqueles que ajudaram a construir a cultura e as tradições do povo potiguar.
Afinal, para que a história sobreviva, é preciso valorizá-la.
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